Pular para o conteúdo
Início » Sobre

Sobre

O blog e o autor Filipe Santos

Eu não criei esse blog para ensinar inglês.

Criei porque, depois de anos estudando, praticando e usando o idioma profissionalmente, percebi que o maior obstáculo nunca foi técnico. Era emocional. E quase ninguém falava sobre isso.

O que é esse espaço

O Room2Speak não é um blog de “aprenda inglês rápido”. Aqui o foco é outro: a relação entre quem você é e quem você consegue ser quando muda de idioma.

Porque existe um tipo de bloqueio que nenhum curso de gramática resolve. Você sabe mais do que consegue falar. Entende tudo, mas congela ao abrir a boca. Pensa em inglês sozinho, mas trava diante de outra pessoa. Esse ruído entre o que você sabe e o que consegue expressar não é falta de estudo. É algo que vive no espaço entre a sua competência e a sua coragem.

Esse blog existe para explorar exatamente esse espaço.

Sem fórmulas prontas. Sem promessa exagerada. Sem tratar inglês como checklist.

Sobre mim

Meu nome é Filipe. Moro em SC e trabalho com tecnologia e mídia digital, implementando operações de anúncios em blogs de Publishers. Uso inglês todos os dias em contexto profissional desde 2020.

Mas eu não comecei assim.

Em 2010, eu estava no zero. Não tinha base, não tinha método, não tinha ninguém em casa que falasse inglês. Fiz um ano e pouco de curso presencial e, a partir daí, inventei meu próprio caminho: séries com progressão de legendas até não precisar mais delas, letras de música repetidas até virarem parte do meu vocabulário, conversas com estrangeiros pelo Couchsurfing e muita insistência silenciosa em pensar em inglês mesmo morando no Brasil.

Em 2013, fui convidado pela Yázigi para atuar como professor assistente. Foi ali que percebi pela primeira vez que os alunos que mais sabiam eram, muitas vezes, os que menos falavam. Anos depois, conduzi mentorias individuais, pagas e voluntárias, incluindo trabalho em projeto social, e o padrão se repetiu: pessoas inteligentes, com bom nível de compreensão, que congelavam ao falar. O problema nunca era conjugação verbal. Era o medo de parecer menos capaz do que realmente são.

Eu reconheci esse padrão porque já vivi ele. Em 2022, participando de um projeto americano, tive momentos em que meu repertório estava lá, disponível, mas alguma coisa entre o pensamento e a boca não funcionava. Não era falta de inglês. Era excesso de vigilância. Excesso de controle.

Não tenho formação em Letras. Não construí minha trajetória em cima de certificações. O que tenho é uso real, observação constante e muitas horas sentado na frente de pessoas que sabiam inglês, mas não conseguiam falar.

“Fluência não é falar perfeito. É conseguir sustentar quem você é, mesmo falando imperfeito.”

O que eu faço de diferente

Eu não interrompo constantemente para corrigir. Não trabalho com a ideia de “soar nativo” como objetivo. Não transformo a prática em avaliação. Em vez disso, acompanho a pessoa até o ponto de bloqueio, ajudo a identificar os padrões de defesa (evitar, simplificar, silenciar) e trabalho na reconstrução da fala priorizando continuidade sobre perfeição.

Também tenho linhas claras sobre o que não faço. Não prometo fluência rápida. Não vendo segurança artificial. Não reforço insegurança para gerar dependência. E não trato erro como falha de caráter.

Por que esse blog existe

Porque tem muita gente que já sabe inglês, mas não consegue usar. Gente que entende, mas trava. Que pensa demais. Que se bloqueia. Que já fez cursos, apps, intercâmbio, e ainda sente que está no mesmo lugar.

Se esse é o seu caso, talvez esse espaço faça sentido para você.

Fora do Room2Speak, me interesso por comportamento humano, linguagem e tecnologia (uso de inteligência artificial). Se esse blog existe, é porque acredito que as palavras certas, no momento certo, podem mudar a relação de alguém com a própria voz.

E se você chegou até aqui, talvez seja porque alguma dessas palavras já fez sentido. Se algo do que você leu aqui te descreve, então este espaço já está fazendo o que deveria.

Não é sobre se expor antes de estar pronto. Nem sobre forçar uma mudança. É só sobre começar a olhar para a forma como você se relaciona com a própria voz em outro idioma.

Se, em algum momento, você quiser compartilhar a sua experiência ou colocar isso em palavras, eu leio.

  • E-mail: contato@room2speak.com.br
  • LinkedIn: Filipe Santos
  • Instagram: @room2speak